O que podemos aprender com a China?

Por 23 de março de 2020 Coronavírus

Na última sexta-feira (19), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades chinesas anunciaram que, pela primeira vez desde dezembro, a cidade de Wuhan, epicentro da pandemia de Covid-19, não registrou nenhum caso da doença em 24 horas. 

Após 81 mil casos de coronavírus na China, menos de 7 mil permanecem doentes. Mais de 70 mil já foram curados. Aos poucos, o país respira cada vez mais aliviado e vislumbra a vida pós-coronavírus. 

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, com informações das agências Associated Press (AP) e France Press (AFP), a vida começa voltar ao normal nas grandes cidades chinesas. O comércio volta a abrir as portas. Para entrar em supermercados e restaurantes, é preciso medir a temperatura, além de ser proibido sentar frente a frente, durante as refeições. Já é possível, inclusive, ver aposentados praticando atividades nos parques, todos com máscaras.

China

China: local que foi epicentro do surto do novo coronavírus não apresentou novos casos pela primeira vez desde o início da doença (Bloomberg/Getty Images)

Na semana passada, o último hospital temporário montado em Wuhan foi fechado e a Apple anunciou a reabertura de todas as suas 42 lojas no país. Em Pequim, o trânsito volta lentamente ao caos habitual e, em breve, o ar da capital ficará irrespirável de novo.

Toda essa melhoria se deve às medidas severas que foram tomadas pelo governo chinês para que a contenção acontecesse de forma rápida e eficaz. Dentre elas, isolamento imediato antes do pico; suspensão dos serviços de transportes pessoais dentro de condomínios e universidades; proibição da entrada de não condôminos em conjuntos habitacionais;  suspensão e/ou redução dos serviços de entrega; controle rigorosos de voos internacionais nos portos de entrada do país; checagem de temperatura em todos os estabelecimentos públicos; e suspensão imediata das atividades acadêmicas.

Fica aqui a lição que os chineses deram ao mundo. Com medidas eficazes de restrição, é possível sair dessa crise em um tempo muito menor.

Por isso, nós da LVT pedimos a todos que fiquem em casa. Essa é a única forma de conter o crescimento da curva. Vamos fazer a nossa parte!