No futuro, turistas irão viajar sem bagagem e sem documento

Por 21 de janeiro de 2020 Ponte Aérea LVT

 

Nos próximos anos, os viajantes não precisarão se preocupar tanto em fazer as malas. Até o final dos anos 2020, o turista poderá alugar no seu destino boa parte das roupas que usará durante as férias, afirma Stefano Arpassy, da consultoria de tendências WGSN.

O futurologista britânico Ray Hammond, em estudo para a empresa de seguros Allianz Partners, vai mais longe: até 2040, os turistas enviarão suas medidas para os hotéis nos quais ficarão, e as peças serão produzidas em impressoras 3D, tecnologia que deve se popularizar nas próximas décadas. Depois de usada, a roupa será deixada no hotel para reciclagem.

Conhecer lugares pouco explorados pelo turismo é outra tendência para as próximas décadas. Aplicativos e dispositivos que traduzem idiomas vão se popularizar e facilitar as viagens para lugares com línguas pouco conhecidas, segundo o futurologista Hammond. Já assistentes pessoais digitais, como os da Amazon, da Apple e do Google, ajudarão a encontrar o destino ideal.

Esses sistemas devem ser cada vez mais comuns e vão reunir dados sobre cada usuário, gerando indicações de viagens customizadas com base em inteligência artificial. As ferramentas poderão até coordenar datas e fazer reservas.

Antes de decidir o roteiro, os turistas vão poder testar a viagem por meio da realidade virtual. Com a tecnologia, será possível “caminhar” pelo destino e conhecer hotéis. Esse teste não vai substituir o ato de viajar, segundo Dario Caldas, do Observatório de Sinais. “É uma representação, outra experiência que vai acrescentar algo à viagem.”

A automação também chegará à hotelaria, mas vai depender do padrão da hospedagem, segundo o britânico. Estabelecimentos de luxo terão funcionários para receber os hóspedes, enquanto hotéis populares deverão abraçar a automação para cortar custos. 

Será comum fazer check-in via reconhecimento facial. A identificação digital é uma das apostas para diminuir filas em aeroportos e fronteiras, substituindo o uso de passaportes. A tecnologia, porém, enfrenta desconfianças pelo risco de perda de privacidade.