Skip to main content
Tag

Arquivos perigo do coronavírus - LVT Travel Business

Boas notícias sobre o coronavírus

By Coronavírus

Apesar de toda a gravidade da pandemia do coronavírus, existem motivos para ficarmos mais otimistas. Talvez o maior deles é que o número de casos diagnosticados na China está diminuindo e, segundo o presidente Xi Jinping, a epidemia está “praticamente detida” no país. Mas as boas notícias não param por aí. Confira!

Pesquisas e vacinas

Em todo o mundo, especialistas se dedicam a entender o vírus e projetar uma vacina. O vírus foi identificado em 7 de janeiro, na China, e no dia 10, seu genoma já estava disponível, um importante passo para o desenvolvimento de uma vacina. Em 13 de janeiro, foi disponibilizado o teste de RT-PCR para detectar o vírus.

Além disso, a Inovio Pharmaceuticals anunciou uma vacina de DNA sintético para o novo coronavírus, INO-4800, baseada no gene S da superfície do vírus. Já a Sanofi usará sua plataforma de expressão de baculovírus recombinante para produzir grandes quantidades do antígeno de superfície do novo coronavírus.

Combinação de remédios 

A

Tailândia anunciou que pacientes apresentaram melhora 48 horas após serem tratados com uma combinação de medicamentos para HIV e altas doses do oseltamivir, usado no tratamento de H1N1. 

Na China, médicos também têm usado medicamentos para HIV, tendo como base estudo de 2004 que apontou respostas favoráveis em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que matou cerca de 800 pessoas em 2002 e 2003.

Além disso, autoridades têm recomendado a integração da medicina tradicional chinesa, por meio de substâncias que têm ingredientes antivirais ativos, e a medicina ocidental. Cientistas chineses já publicaram estudos sobre o uso da medicina tradicional chinesa para aliviar sintomas da Sars.

O sucesso na Coréia do Sul

Mesmo com um alto número de infectados por coronavírus, a Coreia do Sul apresenta uma taxa de letalidade baixa em comparação a outros países. A estratégia, coordenada pelo Ministério da Saúde, foi estabelecida desde o primeiro dia: o objetivo era criar uma rede abrangente de diagnóstico e de redução da taxa de letalidade.

Para especialistas, o método usado pela Coreia do Sul é o mais eficaz, pois permite a obtenção de um panorama mais amplo sobre a disseminação do vírus. Inclusive, o Brasil está negociando a importação deste método de diagnóstico massivo – um teste rápido igual ao de gravidez.

A situação pede todo cuidado possível, mas é muito bom saber dessas notícias. Aos cidadãos, cabe respeitar e seguir as medidas preventivas. Se todos fizerem sua parte, sairemos desta crise em um tempo bem menor.  

Fontes: BBC, Terra e UOL

Com coronavírus, é para cancelar viagem? Veja o que dizem médicos e conheça seus direitos

By Coronavírus

É melhor cancelar tudo logo ou é exagero e dá para ir viajar?
E se resolver desistir, você tem direito ao dinheiro de volta?
Veja as respostas a seguir

Por Júlia Lewgoy, Via Valor Investe — São Paulo

 

Quem tem viagem marcada para o exterior está com os cabelos em pé em meio à pandemia do coronavírus que assusta o mundo. É melhor cancelar tudo logo ou é exagero e dá para ir? E se resolver desistir, você tem direito ao dinheiro de volta? O Valor Investe fez essas perguntas a médicos infectologistas, entidades de defesa do consumidor e companhias aéreas.A orientação médica é evitar viajar sempre que puder, tanto para países em que o coronavírus está muito presente, como a China e a Itália, quanto para destinos onde o número de casos está começando a crescer, como países da Europa e Estados Unidos.

“Hoje a recomendação é que viagens que não são essenciais sejam adiadas. Turismo não é essencial”, diz Tania Chaves, coordenadora do Comitê de Medicina de Viagem da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
Quanto maior a idade do viajante, mais a viagem deve ser evitada. Nas crianças, o coronavírus tem se apresentado de forma leve e a mortalidade é próximo a zero. Já em idosos, a mortalidade é em torno de 15%. Por isso, segundo especialistas, idosos não devem viajar de jeito nenhum.
Entre profissionais da saúde, circula uma teoria de que o ciclo do coronavírus dura entre quatro e seis meses a partir do início dos casos em cada país. “Depois de quatro a seis meses de coronavírus no destino, você pode ir com mais segurança. É tempo de observação”, diz Carlos Baia, diretor técnico do Hospital Nove de Julho.

Viagens dentro do Brasil podem ser mantidas, por enquanto. “O momento da epidemia no Brasil é de prudência; não de pânico”, diz o informe de orientação da SBI sobre o coronavírus.
Em aeroportos, todos os cuidados de higiene devem ser redobrados, pois em lugares com grande aglomeração de pessoas, há mais chance do coronavírus ser transmitido. A SBI recomenda ter “etiqueta respiratória” e higienizar com frequência as mãos com água e sabão ou álcool gel. Somente pessoas infectadas e profissionais da saúde devem usar máscaras.

Conheça seus direitos para cancelar

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que determine uma norma que assegure aos consumidores a possibilidade de cancelamento sem ônus de passagens aéreas nacionais e internacionais para destinos atingidos pelo coronavírus. No entendimento do MPF, a cobrança de taxas e multas, em situações de emergência mundial em saúde, é prática abusiva e proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. No entanto, a Anac ainda não tem uma regra específica para essa situação.

Para o Procon-SP, o consumidor não é obrigado a expor sua saúde a riscos viajando para destinos onde poderá contrair o coronavírus e pode optar por uma das seguintes alternativas: postergar a viagem para data futura, viajar para outro destino de mesmo valor ou, ainda, obter a restituição do valor já pago. Outras possibilidades podem ser negociadas com a empresa, desde que seja uma alternativa que não prejudique o consumidor e com a qual ele esteja de acordo.

Caso o consumidor se sinta prejudicado em razão da postura adotada pela empresa, ele pode procurar o Procon-SP, que irá intermediar a negociação para tentar compor um acordo com a empresa. Até ontem (12), o Procon-SP realizou 713 atendimentos sobre problemas relacionados ao coronavírus (cancelamentos de viagens, denúncia de abusividade de preços e ausência de produtos).

De acordo com a advogada Luciana Rodrigues Atheniense, representante da Comissão de Defesa do Consumidor do Conselho Federal da OAB, o consumidor não pode ser punido por uma situação que foi alterada após a compra da passagem, como no caso de uma pandemia.

“Muitas vezes, no caso de passagens promocionais, as empresas dizem que o consumidor sabia das regras e querem restituir apenas as taxas de embarque ou cobrar multas elevadas. É necessário entender que o consumidor, ao comprar passagem promocional ou um hotel com cancelamento não-reembolsável, não tinha noção da proporção que a situação teria no futuro”, disse a advogada à Agência Senado.

A seguir, veja o que as companhias aéreas dizem sobre os direitos dos passageiros em meio ao coronavírus:

A Latam vai oferecer flexibilidade aos passageiros para reagendarem seus voos sem cobrança de multa. Segundo a empresa, mais informações sobre essa medida serão comunicadas oportunamente.Por enquanto, passageiros de todos os voos internacionais com reservas feitas entre 6 e 22 de março têm direito a remarcação de data e/ou destino, sem multa, mas sujeito à diferença tarifária. A alteração é válida para viagens até 31 de dezembro de 2020 e pode ser feita até 14 dias antes da partida do voo original. Passageiros de voos da ou para a Itália podem solicitar o reembolso.

A Gol flexibilizou as políticas de remarcação e cancelamento de viagens internacionais em voos operados pela empresa ou em conexão com companhias parceiras marcados para até 12 de abril de 2020. Clientes podem cancelar sua viagem e manter o valor em crédito para voos futuros. O valor estará disponível integralmente por um ano, a contar da data da compra.

Passageiros também podem remarcar sua viagem para qualquer período dentro de um ano, a contar da data da compra. A taxa de remarcação não será cobrada, incidindo apenas a diferença entre as tarifas, se houver.

Se o consumidor optar por cancelar sua viagem e solicitar reembolso, não haverá taxa de cancelamento. Contudo, a taxa de reembolso poderá ser cobrada dependendo da regra da passagem adquirida.

A Azul disponibilizou opções de remarcação de voos com origem ou destino em Lisboa ou Porto. A medida vale para clientes com passagens adquiridas para voos em março. A viagem pode ser alterada, sem custo adicional, para voar até 30 de junho de 2020, ou pode ser cancelada sem taxas e o valor fica como crédito para outros voos.

Além disso, a Azul informou que oferece reembolso integral da passagem para clientes com conexão em Lisboa ou Porto e que tem como destino ou origem a Itália.

A Avianca informou que não irá multar passageiros que queiram fazer alterações nos voos internacionais. No entanto, a diferença de tarifa poderá ser cobrada. A medida vale para bilhetes comprados até 31 de março e com data de viagem até 31 de dezembro.

Como o coronavirus pode afetar o mercado do Turismo

By Coronavírus, Ponte Aérea LVT

A disseminação do coronavírus está gerando grande impacto negativo para o turismo internacional. Milhares de chineses estão deixando de viajar pelo mundo, por conta da situação de emergência global. 

Por conta do coronavírus, a China proibiu excursões e vendas de pacotes de hotel e voo. A suspensão já está provocando impacto em dezenas de destinos ao redor do planeta. A China é o maior mercado mundial de viagens de ida e volta, passando de 4,5 milhões de viajantes, em 2000, para 150 milhões de pessoas, em 2018.

Até agora, 22 empresas aéreas internacionais cancelaram voos para a China continental, por causa da epidemia de coronavírus. A maioria é de empresas asiáticas e europeias. Nenhuma empresa brasileira opera voos para o país, apenas a Latam oferece voo em parceria com grupos internacionais.

Além da China, outros 24 países nos quatro continentes já registraram casos de coronavirus. A epidemia já atingiu mais de 20 mil pessoas e deixou mais de 400 mortos. O Brasil investiga 14 casos suspeitos, de acordo com o Ministério da Saúde. Nenhuma infecção foi confirmada por enquanto. 

Orientações 

Com o aparecimento dos casos de doença respiratória causada pelo coronavírus na China, o governo brasileiro vem adotando medidas de preparação, orientação e controle para um possível atendimento de casos suspeitos no país. 

Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, durante coletiva no ministério da Saúde para tratar sobre os novos múmeros e da retirada de brasileiros da região afetada pelo coronavirus, na China Sérgio Lima/Poder360 03.02.2020| Sérgio Lima/Poder360 00.02.2020

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, desaconselhou que brasileiros viajem à China, exceto em caso de “estrita necessidade”. Os aeroportos estão veiculando desde o dia 24/01/2020 avisos sonoros da Anvisa sobre o coronavírus. A mensagem, com duração de um minuto, alerta sobre os sintomas da doença e informa sobre medidas para evitar a sua transmissão.